Findam-se as férias, as minhas e as de Portugal, e regressamos todos à chamada vidinha ou seja à normalidade entediante. E a normalidade está em tudo, o Benfica voltou a ganhar e a ter um guarda-redes que dá pontos, o Porto voltou a ganhar e a não ver assinalado dois penaltys contra seu favor, o trânsito voltou às estradas em direcção a Lisboa, as previsões do tempo indicam calor durante a semana, a publicidade da Old Spice ganhou mais uma estatueta agora nos Emmys, os óscares da televisão que decorreram ontem. A campanha “The Man Your Man Could Smell Like” brilhou mais uma vez, vencendo a categoria de melhor comercial de televisão. Por falar em Emmys, descobri que existe uma categoria unicamente dedicada aos genéricos de abertura das séries, intitulada Outstanding Main Title Design. Uma disciplina visual muito interessante de que sou um fã incondicional. Aprecio imenso tudo o que tenha a ver com Motion Graphics e é sem dúvida uma área que gostaria de explorar mais. Voltando aos Emmys e ao Main Title Design, nesta categoria encontravamos 5 nomeados, Nurse Jackie, The Pacific, Human Target, Temple Grandin e Bored To Death. Apesar de todos serem interessantes, The Pacific e Bored To Death eram os que mais se destavam na originalidade, sendo o último, o vencedor da categoria. Não conheço a série, sei apenas que está na categoria das comédias e relata as aventuras de um escritor que também é detective privado. Se estiver ao nível do genérico, deve ser boa. Ainda sobre os Emmys, Mad Men, a série sobre uma agência de publicidade nos anos 60, continuou a ser considerada a melhor desde 2008, tendo o seu genérico de abertura ganho a categoria de Title Design nesse mesmo ano. Que monótono ganhar 3 vezes consecutivas este prémio. É a vidinha.
O título Spice the Future consegue conjugar as duas melhores campanhas que vi nos últimos tempos, primeiro “The Man Your Man Could Smell Like” que reactivou a velhinha marca Old Spice, junto com a campanha da Nike Football, “Write the Future”. Curiosamente nasceram as duas da imaginação da agência Wieden+Kennedy. Num lado, a nova vida de Old Spice, através de um personagem incrível, cheio de vida e charme, repleto de vaidade e humor, que tenta chegar aos homens através das mulheres. No outro, várias personagens reais, os jogadores patrocionados pela Nike e que iam disputar o Mundial de Futebol da África do Sul. Qualquer uma delas é fabulosa, na de Old Spice o humor é rei, na da Nike as emoções e o headline poderosíssimo fazem figura. Ambas, com o decorrer da campanha foram acompanhadas por inúmeroas acções cada uma melhor que a outra. Para o case ficar completo, os resultados, da Nike pouco se sabe, sendo que a meu ver não foi por esta campanha que conseguiram vender mais equipamentos ou projectar a imagem na cabeça dos consumidores, até porque correu um pouco mal, todos as figuras da campanha foram eliminadas do Mundial e foi a Adidas (Selecção Espanhola) que ganhou o troféu. Já Old Spice é diferente, para alé do sucesso criativo da campanha, ganhando o prémio para melhor anúncio tv no Festival de Cannes, os resultdos efectivos de vendas são extraordinários, em 3 meses subiram 54% as vendas e no último mês 102%, dados oficiais da Nielsen. Com tudo isto e gostando muito das duas, a da Old Spice é sem sombra de dúvidas a minha favorita, conseguindo ser surpreendente, eficaz e genial e sendo assim, quem escreveu o futuro foi mesmo a Old Spice. O meu também já está escrito, férias duas semanas.
Hoje dia 20, é o Dia do Amigo. Um dia especial surgido há sensivelmente 40 anos para comemorar a chegada do homem à lua, enaltecendo a conquista do espaço e a possibilidade de encontrar outras raças. Hoje dia 20 de Julho de 2010, a Strat importa pela primeira vez este dia, numa outra perspectiva, atribuindo-lhe um novo significado. Porque não dedicar este dia aos animais, muitas vezes os nossos melhores amigos e fiéis companheiros de vida? Este é o mote da campanha Ajuda um Amigo desenvolvida para a União Zoófila. Uma campanha online no Facebook, onde através de um site criado para o efeito, todos podem conhecer a instituição, ter conhecimento dos seus problemas e como ajudar quem não pode pedir ajuda. Porque divulgar também é ajudar, o site permite escolher pedidos de ajuda e publicá-los no Facebook no nosso circulo de amigos, à semelhança do famoso e muito conhecido Farmville, onde quem joga tem de cuidar de uma quinta virtual. Este foi um dos insights para o desenvolvimento do conceito Ninguém recusa ajuda a um Amigo. Se tanta gente se preocupa com uma quinta virtual, talvez seja tempo de realmente nos preocuparmos com algo real e importante como a falta de apoios e o abandono, numa altura em que a crise aperta e os problemas financeiros aumentam. www.ajudaumamigo.com
Faz hoje um ano que estava em Cannes, no maior festival de publicidade do mundo. Faz hoje um ano que no jantar de comemoração daquele feito histórico (11 leões ganhos no festival), soube da morte de Michael Jackson.
O desaparecimento de uma das maiores estrelas de sempre da música mundial vai ficar na minha lembrança, associado para sempre a um momento profissional único. Lembro-me do instante em que alguém disse na mesa partilhada entre portugueses, argentinos, brasileiros, ingleses, italianos e americanos, “Michael Jackson is dead”. Fez-se um silêncio momentaneo. Olhámos uns para os outros com uma interrogação de espanto nos olhos “O Quê? Não pode ser!” Michael Jackson não morre. Não era grande fã. Era e sou simplesmente um admirador de todo o génio musical e dançante. No dia seguinte, no último dia de festival, as músicas que fizeram o suporte às últimas entregas de prémios, foram obviamente de Michael Jackson, em jeito de homenagem bastante aplaudida.
Recordo com alguma nostalgia as minhas primeiras ligações com o rei da pop nos anos 80, onde guardo dois momentos que ainda hoje visualizo na perfeição.
Thriller e o seu fenomenal teledisco/curta metragem de 14 minutos, que me causou alguns pesadelos dessa altura. Um marco na história, uma revolução na indústria musical e nos seus videoclips e claro We are the World. Aquela figura vestida com dourados e óculos escuros, co-autor da música é para todo o sempre a imagem de Michael Jackson. Pelo menos para mim.