Ontem foi a minha estreia em noitadas Strat. A causa, um pitch. E os pitchs têm esta coisa fantástica, por mais que tenhamos tempo, é inevitável a noitada. Pitch é igual a muito trabalho, que por sua vez é igual a noitada, noitada essa que é igual a pizza e que quase sempre acaba em táxi para casa. Seja nesta ou naquela agência, a história é a mesma. A noite passada passei por todas estas fases e parecendo que não, a viagem para cascais foi o mais doloroso. Supostamente a volta a casa é tranquila, vamos cansados, anciosos por chegar depois de um
esforço suplementar mas vamos relaxados pelo dever cumprido e terminado e, embalados pelo andamento do carro. Ontem à noite o andamento foi outro. Orbital. Com perto de 30 taxis na gare do oriente, entrei logo naquele que era conduzido por um rapaz simpático mas meio para o tunning, que ouvia rádio orbital como se não houvesse amanhã. Foram vinte e poucos minutos de audição de todos os hits de música de dança mais manhosa que existe. Já à saída da autoestrada o rapaz resolveu mudar de posto. “Finalmente”, pensei. Mas mudou para música brasileira, e fui a ouvir mais uns minutos, Ivete Sangalo até casa. Moral da história, as noitadas existem, vão existir assim como as voltas de táxi. Escolham bem a vosso. Vejam o tipo de carro, observem o condutor, metam até conversa pela janela, só para escutaram o que ele está a ouvir, evitando assim vinte cinco minutos de tortura. Por falar em Orbital, o que terá em comum esta estação de rádio com o redesign do logotipo da Sonae, uma das maiores empresas de Portugal?


