Portfolio, Conversas e outras Histórias.

Pitchs, noitadas, táxis e Orbital.

Ontem foi a minha estreia em noitadas Strat. A causa, um pitch. E os pitchs têm esta coisa fantástica, por mais que tenhamos tempo, é inevitável a noitada. Pitch é igual a muito trabalho, que por sua vez é igual a noitada, noitada essa que é igual a pizza e que quase sempre acaba em táxi para casa. Seja nesta ou naquela agência, a história é a mesma. A noite passada passei por todas estas fases e parecendo que não, a viagem para cascais foi o mais doloroso. Supostamente a volta a casa é tranquila, vamos cansados, anciosos por chegar depois de um
esforço suplementar mas vamos relaxados pelo dever cumprido e terminado e, embalados pelo andamento do carro. Ontem à noite o andamento foi outro. Orbital. Com perto de 30 taxis na gare do oriente, entrei logo naquele que era conduzido por um rapaz simpático mas meio para o tunning, que ouvia rádio orbital como se não houvesse amanhã. Foram vinte e poucos minutos de audição de todos os hits de música de dança mais manhosa que existe. Já à saída da autoestrada o rapaz resolveu mudar de posto. “Finalmente”, pensei. Mas mudou para música brasileira, e fui a ouvir mais uns minutos, Ivete Sangalo até casa. Moral da história, as noitadas existem, vão existir assim como as voltas de táxi. Escolham bem a vosso. Vejam o tipo de carro, observem o condutor, metam até conversa pela janela, só para escutaram o que ele está a ouvir, evitando assim vinte cinco minutos de tortura. Por falar em Orbital, o que terá em comum esta estação de rádio com o redesign do logotipo da Sonae, uma das maiores empresas de Portugal?

orbitalSonae

25 Março / by Dani

Hello Strat.

Quando alguém é contratado e vai trabalhar para um nova agência, as apresentações deviam ser feitas como no mundo do futebol.
Por exemplo, eu. Segunda feira comecei uma nova aventura, um novo desafio chamado Strat. Então, pegando na minha ideia, devia ter chegado à Strat e ter sido apresentado numa simples conferência perante os jornalistas, ou neste caso os novos colegas. Depois o presidente e o director desportivo, neste caso, os directores e o director criativo executivo, faziam as introduções normais e formalizávamos o acordo com um aperto de mão prolongado, para que todos conseguissem captar o momento. De seguida o jogador, eu, falava um pouco desta nova etápa e dos objectivos, coisas do tipo “Estou muito contente por estar aqui e, é com grande orgulho vou representar esta casa. Vou dar tudo o que tenho, vou trabalhar arduamente durante a semana para ser recompensado ao domingo, sou polivalente e posso actuar onde o mister quiser”, que é como quem diz, trabalhar só durante a semana e evitar as noitadas e fins de semana. Acrescentaria ainda mais, “poder ajudar este clube a ganhar títulos e colocá-lo na posição que merece”. Descodificando seria, ajudar a Strat e os clientes actuais, ganhar novas contas e tentar, porque não, uns troféus.
Depois do discurso, o jogador dirigia-se ao relvado para exibir as suas aptidões com a bola e fazer todos aqueles truques de artista circense. Eu dirigia-me ao computador e exibia as minha capacidades com software, abria uma imagem no Photoshop e aplicava um blur, abria o Illustrator e desenhava um quadrado vectorial, abria o Indesign e escrevia um texto com helvetica.
Era tão mais interessante desta maneira, “mas prontos” ou mas pronto. Ficamos assim, Hello Strat.

strat

10 Março / by Dani

Até qualquer dia Sr. Leo Burnett.

Até qualquer dia Sr. Leo Burnett.
É com esta frase que me despeço desta agência, que me recebeu em Outubro de 2006.
Ao Sr. Burnett e toda a sua família agradeço tudo o que me proporcionaram. Vivemos bons e alguns maus momentos, rimos e comemorámos sempre mais do que chorámos e fomos para casa tristes. No final, mesmo no finalzinho ficam só coisas boas para recordar. São 3 anos e meio de dedicação e partilha. De noitadas a trabalhar. De fins-de-semana. De concursos e de reuniões. De churrascos. De festas. Da maior festa da internet de todos os tempos. Do espanhol misturado com português de Lisboa e com o português de S.Paulo. Do português misturado com qualquer outra língua. Dos locos, boludos, caras e gajos. De reuniões. De apresentações. De contas ganhas e contas perdidas. Dos prémios. Da colheita de 2009. Das partidas. Das chegadas. Acima de tudo, acho que nos divertimo-nos e isso é o que mais importa.
Um grande obrigado Sr. Leo Burnett.
srleo

3 Março / by Dani