Faz hoje um ano que estava em Cannes, no maior festival de publicidade do mundo. Faz hoje um ano que no jantar de comemoração daquele feito histórico (11 leões ganhos no festival), soube da morte de Michael Jackson.
O desaparecimento de uma das maiores estrelas de sempre da música mundial vai ficar na minha lembrança, associado para sempre a um momento profissional único. Lembro-me do instante em que alguém disse na mesa partilhada entre portugueses, argentinos, brasileiros, ingleses, italianos e americanos, “Michael Jackson is dead”. Fez-se um silêncio momentaneo. Olhámos uns para os outros com uma interrogação de espanto nos olhos “O Quê? Não pode ser!” Michael Jackson não morre. Não era grande fã. Era e sou simplesmente um admirador de todo o génio musical e dançante. No dia seguinte, no último dia de festival, as músicas que fizeram o suporte às últimas entregas de prémios, foram obviamente de Michael Jackson, em jeito de homenagem bastante aplaudida.
Recordo com alguma nostalgia as minhas primeiras ligações com o rei da pop nos anos 80, onde guardo dois momentos que ainda hoje visualizo na perfeição.
Thriller e o seu fenomenal teledisco/curta metragem de 14 minutos, que me causou alguns pesadelos dessa altura. Um marco na história, uma revolução na indústria musical e nos seus videoclips e claro We are the World. Aquela figura vestida com dourados e óculos escuros, co-autor da música é para todo o sempre a imagem de Michael Jackson. Pelo menos para mim.






