Portfolio, Conversas e outras Histórias.

Michael Jackson.

Faz hoje um ano que estava em Cannes, no maior festival de publicidade do mundo. Faz hoje um ano que no jantar de comemoração daquele feito histórico (11 leões ganhos no festival), soube da morte de Michael Jackson.
O desaparecimento de uma das maiores estrelas de sempre da música mundial vai ficar na minha lembrança, associado para sempre a um momento profissional único. Lembro-me do instante em que alguém disse na mesa partilhada entre portugueses, argentinos, brasileiros, ingleses, italianos e americanos, “Michael Jackson is dead”. Fez-se um silêncio momentaneo. Olhámos uns para os outros com uma interrogação de espanto nos olhos “O Quê? Não pode ser!” Michael Jackson não morre. Não era grande fã. Era e sou simplesmente um admirador de todo o génio musical e dançante. No dia seguinte, no último dia de festival, as músicas que fizeram o suporte às últimas entregas de prémios, foram obviamente de Michael Jackson, em jeito de homenagem bastante aplaudida.
Recordo com alguma nostalgia as minhas primeiras ligações com o rei da pop nos anos 80, onde guardo dois momentos que ainda hoje visualizo na perfeição.
Thriller e o seu fenomenal teledisco/curta metragem de 14 minutos, que me causou alguns pesadelos dessa altura. Um marco na história, uma revolução na indústria musical e nos seus videoclips e claro We are the World. Aquela figura vestida com dourados e óculos escuros, co-autor da música é para todo o sempre a imagem de Michael Jackson. Pelo menos para mim.
thriller
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25 Junho / by Dani

Strat Re-start.

Um dos desafios iniciais que me colocaram na Strat foi o de desenvolver uma nova cara, um novo look para a empresa. Um restyle que contribuísse para dar corpo a um novo posicionamento da agência, já com 13 anos no mercado nacional. Esta nova etapa, assente em conceitos como Criatividade com Estratégia, Inovação e Pro-Actividade, são reveladores de uma nova atitude, onde o dinamismo de soluções vem da integração de várias disciplinas da comunicação numa só unidade.
Um posicionamento actual, num mercado difícil que procura cada vez mais e melhores soluções criativas que realmente façam a diferença
na obtenção de resultados para todos os clientes.
Assim como base e elo de ligação com o passado, a manutenção da cor laranja é talvez o principal elemento gráfico de identificação. O nome Strat tem agora mais força e elegância, derivado do facto de se utilizar uma uma tipografia mais robusta e moderna. Para além das peças básicas de estacionário, desenvolvemos também um caderno a que chamámos 2manual de instruções”. Um guia de utilizador com 16 páginas, ao estilo de um qualquer guia de produto, meio vintage low budget, que funciona quase como uma iniciação à agência, aos seus procedimentos, métodos e terminologias, enquadrados já na sua nova filosofia. Agora é trabalhar e pôr em prática toda esta conversa, pois palavras leva-as o vento, que por sinal até tem soprado bem nos últimos dias.

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21 Junho / by Dani

Lost.

Faz hoje uma semana, que chegou ao fim a série Lost. Milhões de seguidores esperaram seis temporadas para descobrir qual o destino dos passageiros do voo 815 da Oceanic, e tentar perceber o que realmente aconteceu. Eu encontro.me entre esses milhares de fans que episódio após episódio seguiu todas as aventuras dos sobreviventes, dos the others, da Dharma Initiative, de Jacob e do Man in Black. Muitos gostaram do final, outros tantos odiaram. Ficou muita coisa por explicar? Verdade. Se podia ter um encerramento diferente? Claro. Tudo podia acontecer. Mas acontecesse o que acontecesse haveria sempre duas opiniões no final e no decorrer da série, cedo percebemos que nunca iriamos ter um final conclusivo e racional. Era óbvio que isso não iria acontecer. Havia dois caminhos possiveis, um de temática mais Sci-Fi e o outro, mais espiritual. Optaram pelo segundo, numa mistura de ficção científica com religião, sem tocar em nenhuma específica. Lost e todo o seu universo é muito mais profundo do que imaginamos e com referências a vários campos e áreas, como a religião, fé, a filosofia. Um final muito emotivo, que nos permitiu também rever e recordar que pertencemos também a todo esse universo. Lost não foi só a aventura de Jack, Kate, Sawyer ou Locke, proporcionou uma aventura a todos os espectadores. Uma experiência única em volta de uma série, com o envolvimento de milhares de pessoas no mundo inteiro. Um clube de seguidores à escala mundial, que todas as semanas partilhavam opiniões, emoções e teorias. A cima de tudo, cada um deve entender a série como um experiência. Após o visionamento do último episódio, falei com uns amigos sobre o final, ao contrário de mim, eles não gostaram. Após algumas trocas de mails, escrevi estas linhas, que resumem um pouco tudo isto e o sentimento que tive.
“Foda-se, nós partilhamos emoções durante 6 épocas de série. Vivemos aqueles personagens e identificamo-nos com alguns deles. Fazemos parte e vamos fazer sempre de um grupo que durante 6 séries vibrou como nunca tinha vibrado com um programa de tv. Tudo foi uma bela experiência.
Em relação ao final, eles tinham dois caminhos, ou levavam aquilo para um lado mais de ficção científica ou o que vimos, mais místico, que tem a ver com fé, com acreditar, com força, com procuras
Sem nunca tocar em qualquer religião. E o título, perdidos é isso mesmo, nunca foi uma questão geográfica, mas uma aventura pessoal interior de cada um. Ainda estou um pouco emocionado e gostaria de vos dar um abraço, pois fazemos parte de um clube especial.”

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30 Maio / by Dani

Pitchs, noitadas, táxis e Orbital.

Ontem foi a minha estreia em noitadas Strat. A causa, um pitch. E os pitchs têm esta coisa fantástica, por mais que tenhamos tempo, é inevitável a noitada. Pitch é igual a muito trabalho, que por sua vez é igual a noitada, noitada essa que é igual a pizza e que quase sempre acaba em táxi para casa. Seja nesta ou naquela agência, a história é a mesma. A noite passada passei por todas estas fases e parecendo que não, a viagem para cascais foi o mais doloroso. Supostamente a volta a casa é tranquila, vamos cansados, anciosos por chegar depois de um
esforço suplementar mas vamos relaxados pelo dever cumprido e terminado e, embalados pelo andamento do carro. Ontem à noite o andamento foi outro. Orbital. Com perto de 30 taxis na gare do oriente, entrei logo naquele que era conduzido por um rapaz simpático mas meio para o tunning, que ouvia rádio orbital como se não houvesse amanhã. Foram vinte e poucos minutos de audição de todos os hits de música de dança mais manhosa que existe. Já à saída da autoestrada o rapaz resolveu mudar de posto. “Finalmente”, pensei. Mas mudou para música brasileira, e fui a ouvir mais uns minutos, Ivete Sangalo até casa. Moral da história, as noitadas existem, vão existir assim como as voltas de táxi. Escolham bem a vosso. Vejam o tipo de carro, observem o condutor, metam até conversa pela janela, só para escutaram o que ele está a ouvir, evitando assim vinte cinco minutos de tortura. Por falar em Orbital, o que terá em comum esta estação de rádio com o redesign do logotipo da Sonae, uma das maiores empresas de Portugal?

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25 Março / by Dani