Um dos desafios iniciais que me colocaram na Strat foi o de desenvolver uma nova cara, um novo look para a empresa. Um restyle que contribuísse para dar corpo a um novo posicionamento da agência, já com 13 anos no mercado nacional. Esta nova etapa, assente em conceitos como Criatividade com Estratégia, Inovação e Pro-Actividade, são reveladores de uma nova atitude, onde o dinamismo de soluções vem da integração de várias disciplinas da comunicação numa só unidade.
Um posicionamento actual, num mercado difícil que procura cada vez mais e melhores soluções criativas que realmente façam a diferença
na obtenção de resultados para todos os clientes.
Assim como base e elo de ligação com o passado, a manutenção da cor laranja é talvez o principal elemento gráfico de identificação. O nome Strat tem agora mais força e elegância, derivado do facto de se utilizar uma uma tipografia mais robusta e moderna. Para além das peças básicas de estacionário, desenvolvemos também um caderno a que chamámos 2manual de instruções”. Um guia de utilizador com 16 páginas, ao estilo de um qualquer guia de produto, meio vintage low budget, que funciona quase como uma iniciação à agência, aos seus procedimentos, métodos e terminologias, enquadrados já na sua nova filosofia. Agora é trabalhar e pôr em prática toda esta conversa, pois palavras leva-as o vento, que por sinal até tem soprado bem nos últimos dias.
“Camões e os Gémeos” podia bem ser um título de um livro com histórias de aventuras, passadas em belas tardes de verão. Na realidade não anda muito longe disso, tirando a parte do livro e a tarde de verão. Só a parte das aventuras à tarde é verdadeira. Quem é camões e quem são os Gémeos? Camões é o 10 junho, dia de Portugal, feriado nacional, os Gémeos,são dois brasileiros que dão pelo nome de Otávio e Gustavo Pandolfo, e imagine-se, são gémeos. O comum? a minha visita à sua exposição no CCB/Museu Berardo, nesta quinta, feriado. A aventura? Bem, a aventura é tudo o que eles têm vindo a fazer desde 1987, com o seu trabalho, a sua arte de graffiti. De São paulo para o mundo e agora em Portugal, é impossível ficar indeferente às suas obras, às suas intervenções, às suas paletes de cores utilizadas. Cada projecto é uma maneira diferente de intervir, realizados sobre os mais diversos suportes, onde Ilustram vários temas do quotidiano, dos retratos de família à crítica social e política. Vale muito apena a visita à expoisção “Para quem mora lá, o céu é lá” e entrar no universo facisnante dos Gémeos, hoje mais que nunca, nesta época onda a street art está tão presente. Para a aventura ser completa, a ida até à Av. Fontes Pereira de Melo é indespensável. Num edifício abandonado, este dois irmãos criaram um peça de rua notável, pintado as suas duas fachadas. Afinal, foi onde tudo começou.
Faz hoje uma semana, que chegou ao fim a série Lost. Milhões de seguidores esperaram seis temporadas para descobrir qual o destino dos passageiros do voo 815 da Oceanic, e tentar perceber o que realmente aconteceu. Eu encontro.me entre esses milhares de fans que episódio após episódio seguiu todas as aventuras dos sobreviventes, dos the others, da Dharma Initiative, de Jacob e do Man in Black. Muitos gostaram do final, outros tantos odiaram. Ficou muita coisa por explicar? Verdade. Se podia ter um encerramento diferente? Claro. Tudo podia acontecer. Mas acontecesse o que acontecesse haveria sempre duas opiniões no final e no decorrer da série, cedo percebemos que nunca iriamos ter um final conclusivo e racional. Era óbvio que isso não iria acontecer. Havia dois caminhos possiveis, um de temática mais Sci-Fi e o outro, mais espiritual. Optaram pelo segundo, numa mistura de ficção científica com religião, sem tocar em nenhuma específica. Lost e todo o seu universo é muito mais profundo do que imaginamos e com referências a vários campos e áreas, como a religião, fé, a filosofia. Um final muito emotivo, que nos permitiu também rever e recordar que pertencemos também a todo esse universo. Lost não foi só a aventura de Jack, Kate, Sawyer ou Locke, proporcionou uma aventura a todos os espectadores. Uma experiência única em volta de uma série, com o envolvimento de milhares de pessoas no mundo inteiro. Um clube de seguidores à escala mundial, que todas as semanas partilhavam opiniões, emoções e teorias. A cima de tudo, cada um deve entender a série como um experiência. Após o visionamento do último episódio, falei com uns amigos sobre o final, ao contrário de mim, eles não gostaram. Após algumas trocas de mails, escrevi estas linhas, que resumem um pouco tudo isto e o sentimento que tive.
“Foda-se, nós partilhamos emoções durante 6 épocas de série. Vivemos aqueles personagens e identificamo-nos com alguns deles. Fazemos parte e vamos fazer sempre de um grupo que durante 6 séries vibrou como nunca tinha vibrado com um programa de tv. Tudo foi uma bela experiência.
Em relação ao final, eles tinham dois caminhos, ou levavam aquilo para um lado mais de ficção científica ou o que vimos, mais místico, que tem a ver com fé, com acreditar, com força, com procuras
Sem nunca tocar em qualquer religião. E o título, perdidos é isso mesmo, nunca foi uma questão geográfica, mas uma aventura pessoal interior de cada um. Ainda estou um pouco emocionado e gostaria de vos dar um abraço, pois fazemos parte de um clube especial.”
Ontém foi dia de Metallica, sem dúvida uma das minha bandas favoritas de todo o sempre. Foram duas horas e meia cheias de energia e inspiração em forma de clássicos e temas vindos do baú que raramente tocam, homenagens a bandas inspiradoras de começo de carreira e de canções do albúm mais recente, Death Magnetic. Aliás, este concerto e o de hoje, estão inseridos na World Magnetic Tour, a tourné mundial dos Metallica dentro de espaços fechados, com o palco 360 no centro do recinto, permintido ter público de todos os lados. Um extraplus na noite de ontem, a comemoração do 10º aniversário do filho de Hetfield, com direito a subir ao palco e a ouvir um parabéns cantado por todos os presentes. Como sempre não me desiludiram, e posso até considerar uma dos melhores prestações que já assisti. Não me recordo da quantidade de vezes que já os vi ao vivo, mas foram muitas. “A familia Metallica está reunida”, gritava Hetfield. E é bem verdade, como alguém dizia, já vi Metallica mais vezes do que vejo alguns familiares ou amigos.