Nasci no final de 76 em Lisboa, num Portugal pós-revolução, juntamente com o aparecimento do movimento Punk, que de alguma maneira sempre me acompanhou.
Em pequeno, quando me perguntavam o que queria ser quando fosse crescido, respondia sempre: ”Arquitecto”. Mudei de ideias, quando muito mais tarde, num trabalho escolar para uma disciplina, tive de projectar uma vivenda e desenhei quartos com 6 metros quadrados.
Sou adepto do Benfica, ex-Diabo Vermelho e tenho a plena convicção que este vai ser um ano Glorioso. Não sendo relegioso, acredito nos milagres de Jesus.
Frequentei a Licenciatura de Design e Comunicação Visual entre 95 e 99 no IADE, ao mesmo tempo que era um espécie de barman, algures numa discoteca do Estoril. No último ano de curso, comecei a estagiar na Transglobal, um atelier de design com instalações na Parede, maioritariamente dedicado à indústria musical.
Pelo meio destes anos, estive sempre ligado a actividades paralelas, como por exemplo, duas bandas de garagem. A primeira, de temática trash speed full fucking metal, que até aos dias de hoje não teve nome. A segunda, já com nome, os Why Us, que juntava numa só sonoriadade metal, ska e reggae. Hoje podiamos ter o mundo aos nossos pés se tivessemos ensaiado mais do que quatro vezes. Hoje em dia, tocar guitarra, praticamente só no Guitar Hero na Playstation. Metallica Edition rocks.
Trabalhei como freelancer em vários projectos e pertenci a um colectivo chamado Linha da Frente, que muito resumidamente, era um grupo de amigos que organizava umas festas por aí.
Sou membro fundador da El Cabron, que mais que uma marca ou ideia, é um estilo de vida e está para breve o seu regresso ao activo. E em força.
Voltanto à minha caminhada profissional, após um ano de estágio na Parede, avancei até Algés, onde ingressei na 2 Riscos – Atelier de Imagem, como designer. Subi ao cargo de supervisor criativo trabalhando marcas como Superbock, Carlsberg, Nissan, Danone, Optimus e Unilever-Jerónimo Martins.
Em 2006, em pleno festival Sudoeste, na Zambujeira do Mar surge o convite para me juntar à Leo Burnett e semanas mais tarde, mudei-me de Algés para a rua das flores n7, no Chiado. Passei mais uma vez a supervisor criativo em 2007 e, em 2008 a director criativo da Arc Lisboa, agência de marketing relacional, design e internet, pertencente à Leo Burnett. Nestes últimos anos trabalhei contas como Philip Morris, Samsung, Kelloggs, Fiat, Diageo, Pousadas de Portugal, Staples, La Piara, Cuetara entre outras. Muitas outras.
Neste percurso de formação e profissionalização, acrescento ao curriculum ainda alguns prémios, como o 1º lugar num campeonato de futebol no 5ª ano na escola em 86, um 4º lugar no torneio Cascais Vólei em 90 e vários prémios em festivais nacionais e internacionais de Publicidade e Design, tendo como ponto alto os leões ganhos no Festival de Publicidade de Cannes este ano (2009), em especial o Leão de Prata na categoria de Design por dois motivos; Ter sido na categoria do curso em que me formei, sabendo que hoje em dia profissionalmente exerço mais do que isso e pelo facto de ter ganho o primeiro Leão em Design para Portugal.
Mas aquele 1º lugar no campeonato de futebol em 86…indescritível.
Recentemente e em paralelo com criatividade juntei-me à Lisbon School of Design, escola inaugurada em Setembro de 2009, situada no parque das nações. Desta maneira concretizaei uma vontade de experimentar o ensino, agora na vertento “professor”, dando aulas de design de comunicação.